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terça-feira, 16 de abril de 2013

Primeiro clip da banda Marcos Boi & Mad Dog Blues, Ouro Preto e Cinema Possível

Para falar do primeiro clip da minha banda Marcos Boi & Mad Dog Blues, é preciso fazer uma crônica poética de um momento muito especial no ano de 2.010.
Acompanho há mais de quinze anos o contador de histórias Zé Bocca, meu amigo dileto, meu irmão de vida e de estrada. Vai lá no belíssimo site dele e veja mais: www.bocadehistorias.art.br
Nessa estrada que percorremos juntos, e bota estrada nisso, tive o privilégio de conhecer o encantador circuito dos contadores de histórias. Boa parte dos meus grandes amigos conheci nessa estrada. Citar nomes pode ser perigoso, porque posso deixar gente importante de fora, então vou citando aleatoriamente, sem compromisso, porque quero deixar essa prosa fluir, sem pensar muito.
Em meados de 2.010 aconteceu o "Montanha de Histórias" em Ouro Preto-MG, uma espécie de "extensão"  do Simpósio Internacional de Contadores de Histórias que acontece em Copacabana, no Rio de Janeiro, que tem à sua frente a grande Benita Prieto.
Por iniciativa dos queridíssimos amigos Rosana Mont'Alverne, Luiz Elói, Juliana Flores e toda a galera da Aletria (www.aletria.com.br) de BH, a Mad Dog Blues foi convidada para tocar durante toda a semana do evento.
A viagem até lá valeria uma crônica à parte, mas eu, João Leopoldo, Maurício Toco  e Ítalo Ribeiro chegamos vivos e deslumbrados. Exceto para o Toco, era nossa primeira vez em Ouro Preto, e depois de conhecer aquele lugar, a vida nunca mais pode ser a mesma. Tocamos todos os dias, durante seis dias, ao por do sol da praça Tiradentes, em frente ao Museu da Inconfidência. Quem já esteve lá pode imaginar.

                                     Praça Tiradentes em Ouro Preto-MG, museu da Inconfidência ao fundo

Reencontrei velhos e especialíssimos amigos da estrada, e conheci gente nova. Entre eles, Jiddu Saldanha. Um artista incrível, no entendimento maior que tenho da palavra artista. Um homem performance, um multi-linguagem, um cara que é pensador e executor na mesma medida. A amizade e a admiração mútua foi rápida e fácil. Desde então, nos encontramos algumas vezes e nos falamos sempre via internet. Foi em uma dessas conversas que ele me pediu uma música minha pra fazer um videoclip. O ponto de partida da nossa amizade foi em uma viagem da Mad Dog Blues, natural que fosse uma das nossa músicas. Escolhi "os vícios teus" e mandei pra ele. E é com muita felicidade que posto aqui o nosso primeiro videoclip, feito maravilhosamente pela galera do Cinema Possível. À todos os envolvidos, nosso muito obrigado, e espero que em breve possamos bebemorar essa realização juntos. Vida longa aos que fazem da arte uma missão.


O making off:



segunda-feira, 19 de março de 2012

Minha entrevista para o Programa Leoa -Marcos Boi

Olá, galera!

volto ao blog para postar minha entrevista para o programa Leoa, com a grande Cláudia de Luca. gosto da oportunidade de falar sobre o trabalho e as concepções que o cercam ou o definem. No momento das canções, dêem um desconto, porque o entrevistado tava MUITO GRIPADO!!!


domingo, 27 de fevereiro de 2011

Mad dog blues interpreta A. King

Olá!

depois de um tempo corrido e de muitas tranformações, consequentemente longe do blog, volto pra postar um vídeo da apresentação da Mad Dog Blues no teatro do SESI- Sorocaba-SP no dia 30 de dezembro de 2010, no apagar das luzes do ano maluco que se passou. A canção interpretada chama-se "As the years go passing by", e é de autoria do grande mestre Albert King. Considero uma das canções mais lindas e profundas do repertório do blues tradicional. A poesia da letra remete perfeitamente ao que podemos chamar de "feeling blues". A seguir, a letra da canção:

As the years go passing by
There is nothing I can do, if you leave me, with a cry
There is nothing I can do, if you leave me, with a cry
Baby my love will follow you, as the years go passing by

I give you all but a home, that's one thing you get the night
I give you all but a home, that's one thing you get the night
You know my love will follow you, as the years go passing by

I'm gonna leave it up to you, so long, baby good bye
I'm gonna leave it up to you, so long, baby good bye
Baby my love will follow you, yes, as the years go passing by





segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Fotos do show "Na encruzilhada do blues - tributo à Robert Johnson"

Olá, abaixo segue fotos da estréia do meu tributo ao mestre Robert Johnson, na Oficina Cultural Grande Otelo, em Sorocaba. Fotos de Merlin Kern e Douglas.




Tá dando trabalho, mas estou adorando esse show, e me identificando demais com as canções desse mestre. Essa semana postarei mais sobre Me and mr. Johnson.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Blues! um pouco da história. Entrevista para o jornal Bom Dia

Olá! publico aqui entrevista que dei ao Jornal Bom Dia, de Sorocaba. Achei bem legal, porque possibilita esclarecer alguns clichês sobre o gênero. A entrevista foi realizada pela Fernanda Ikedo, via e-mail.

O blues surgiu na África ou nos Estados Unidos?

R.: O blues surge nos Estados Unidos, possivelmente no final do século, XIX, após a guerra da secessão, que gerou importantes transformações na vida da população negra, principalmente do sul. Não há registros nem do termo blues, nem de uma música com as caracteristicas que definem o gênero na África, até essa época.

Com os negros dos EUA, ex-escravos, o blues era um estilo melancólico de expressar os sofrimentos e angústias. No Brasil os temas são bem variados e algumas letras até engraçadas. Foi uma adaptação tupiniquim?

R.: O termo blues era uma gíria usada pelos negros para expressar sentimentos de tristeza, sofrimento e melancolia, e por extensão foi dado à música feita por eles, mas as letras sempre trataram de temas cotidianos, as vezes até de maneira alegre e bem humorada. Acho que esse sentimento se espalhou no blues feito em todo o mundo, os assuntos mundanos, do dia a dia continuam sendo o tema das letras. E aí, tragédia e gozo andam juntos...

Se há uma classificação possível entre os estilos musicais, onde o blues entraria? Entre o rock e o jazz?

R.: Anterior e raiz de ambos. O blues é, por assim dizer, "pai" do jazz e do rock. É a raiz desses gêneros, que avançaram a partir do blues ao serem colocados em outro contexto. O jazz surge da confluencia do blues, uma música rural até metade do século XX, aos estilos urbanos que povoavam a vida de New Orleans, principalmente o rag time. O blues chega à esse contexto através dos trabalhadores oriundos das zonas rurais, principalmente do Mississipi.
O termo rock'n'roll era uma gíria usada por DJs de rádios voltadas à música negra, principalmente a WDIA, em Memphis, e que tinha conotação sexual. Rock and roll é, literalmente, deitar e rolar. Quando os jovens brancos do pós guerra tiveram contato com essas rádios, fundiram aos estilos que já ouviam em casa, como o country music, e chamavam essa música de rock'n'roll, depois rock.

Meio batido, mas de onde veio mesmo o nome Mad Dog Blues? é uma música?
 ´
R.: É uma história divertida. A primeira casa que a gente tocou na nossa história foi em Piracicaba, num lugar chamado "The Dog & Trumpet", e o proprietário, o divertidíssimo Cacá, se declarou nosso padrinho, e, portanto, com direito à batizar a banda. Ele deu esse nome em referência ao nome da sua casa. Particularmente, eu não usaria nome em inglês, mas padrinho é padrinho, né...

A banda surgiu de uma pesquisa da musicalidade afro-americana. Durante esses anos de estrada quais foram as "descobertas"? sub-gêneros, novos ritmos, novos compositores, improvisações?

R.: A pesquisa continua. Agora estou mergulhando na obra de Robert Johnson, um lendário bluesman do Mississipi morto em 1.938, aos vinte e sete anos de idade, mas que deixou uma obra que influenciou tudo o que veio depois dele, incluindo o rock'n'roll. Os sub-gêneros oriundos do blues nos apaixonam e sempre fazemos referências no repertório, principalmente o jazz e a soul music. Por isso mesmo costumo usar o termo música afro-americana, porque o blues é a raiz de toda uma música negra feita na América do norte.

O que é o rural jazz?

R.: Não conheço o termo. Nunca o encontrei nas minhas pesquisas. Mas uma característica central no jazz é o fato de ser uma música essencialmente urbana.


Em que ano a banda lançou o Cachorrada? (eu não tenho esse cd, vcs ainda comercializam?). As faixas que estão disponíveis no Myspace:  O mesmo, Vícios teus, Prestação do amor, A sina do blues, Levando a vida, são dele?

R.: O CD cachorrada foi concluído em 1.999. Na verdade, ele é um CD Demo, e nunca foi comercializado. Teve uma tiragem de 200 cópias que foi distribuído, principalmente para contratantes e rádios. Das músicas disponíveis para audição no nosso myspace (www.myspace.com/marcosboimaddogblues) no momento, apenas "levando a vida" é do CD Cachorrada. As outras farão parte do nosso próximo CD, que já tem seis músicas prontas, faltam terminar mais três para iniciarmos o processo de mixagem final, masterização e prensagem.


Nos shows a banda mescla trabalho autoral e covers. Quais são os planos para 2011? novo CD?

R.: Terminar o novo CD, e iniciar trabalho de divulgação, fazer muitos shows, porque somos uma banda de palco, que tem paixão maior por tocar e viajar. E continuar o trabalho de releituras dos clássicos do blues, o que é uma tradição nos shows, mesmo dos grandes compositores americanos do blues.